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TELEVISÃO

O Inicio da TV

Em 1817, o químico sueco Jons Jacob Berzelius descobriu o selénio, mas só 56 anos depois, em 1873, que o inglês Willoughby Smith comprovou que o selénio possuía a propriedade de transformar energia luminosa em energia eléctrica. Através desta descoberta pode-se formular a transmissão de imagens por meio da corrente eléctrica.

Em 1884, o jovem alemão Paul Nipkow inventou um disco com orifícios em espiral com a mesma distância entre si que fazia com que o objecto se subdividisse em pequenos elementos que juntos formam uma imagem.

Disco de Nipkow / Paul NipKow

Em 1892, Julius Elster e Hans Getiel inventaram a célula fotoeléctrica sinal eléctrico.

Em 1920, realizaram-se as primeiras transmissões, graças ao inglês John Logie Baird, através de um sistema mecânico baseado no invento de Nipkow. Quatro anos depois, em 1924, Baird transmitiu contornos de objectos à distância e no ano seguinte, fisionomias de pessoas. Já em 1926, Baird fez a primeira demonstração no Royal Institution em Londres para a comunidade científica e logo após assinou contrato com a BBC para transmissões experimentais. O padrão de definição possuía 30 linhas e era mecânico.

Jonh Logie Baird e o seu Invento

Nesse período, em 1923, o russo Wladimir Zworykin descobriu o iconoscópio, invento que utilizava tubos de raios catódicos. Em 1927, também Philo Farnsworth descobriu um sistema dissecador de imagens por raios catódicos, mas com nível de resolução não satisfatório. Zworykin foi convidado pela RCA a encabeçar a equipe que produziria o primeiro tubo de televisão, chamado orticon, que passou a ser produzido em escala industrial a partir de 1945.

Iconoscópio1º Estúdio Francês de TV

Em Março de 1935, emite-se oficialmente a televisão na Alemanha, e em Novembro na França, sendo a Torre Eiffel o posto emissor.

Em 1936, Londres utiliza imagens com definição de 405 linhas e inaugura-se a estação regular da BBC. No ano seguinte, três câmaras electrónicas transmitem a cerimónia da Coroação de Jorge VI, com cerca de cinquenta mil telespectadores.

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Sistemas de Transmissão

A Transmissão das imagens e sons da televisão é feita por ondas eletromagnéticas, cuja freqüência é medida em Hertz. A largura da banda (faixa) de transmissão é de 4 Mhz (megahertz), ou seja, 4 milhões de oscilações por segundo. Com a somatória da banda de vídeo com a de áudio e sincronismo - sync - temos um total de 6 Mhz.

Transmissão das Imagens de Televisão

A faixa eletromagnética da transmissão vai de 52 Mhz até 890 Mhz, sendo de 52 a 216 Mhz para as emissoras de VHF destinados aos canais de 2 a 13, sofrendo entre os canais 5 e 6 um intervalo para as freqüências de 88 a 108 Mhz para FM. As emissoras de UHF usam freqüências de 216 a 800 Hz.

Caminhando praticamente em linha reta, as ondas de televisão, sofrem reflexões ao rebater em prédios, daí os famosos fantasmas da imagem. A transmissão das ondas chegam a um raio de 100 km, contando a partir do ponto central do transmissor.

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Sistemas de TV - Padrões

Hoje em dia, excluindo a HDTV/DTV (TV de alta definição / TV digital), três sistemas básicos servem a grande maioria dos países (embora haja variações significativas entre eles).

A diferença entre esses padrões básicos de transmissão internacional está centralizada em três coisas:

  1. O número de linhas horizontais da imagem.
  2. O tamanho do canal de transmissão (a largura da banda electrónica do sinal).
  3. O tipo de modulação - AM ou FM - utilizado para a transmissão de áudio e vídeo.

Excluindo os sistemas de alta definição, o mundo tem hoje dois padrões básicos de número de linhas: 525 e 625.

PAL (Phase Alternate Lines) padrão criado na Alemanha no final dos anos 60, para eliminar vários problemas existentes no padrão NTSC referentes à reprodução de cor, invertendo-se a fase do sinal de cor para linhas alternadas na tela.

A reprodução de cores resultou mais precisa do que no padrão NTSC e o sistema foi adoptado em vários países do mundo, excepto os já comprometidos com investimentos no sistema NTSC.

Nestes países a corrente eléctrica alternada era gerada em 50 ciclos/seg. (ao invés de 60, como nos EUA), por isso a frequência de mudança de campos foi especificada como 50 e não 60, sendo as imagens transmitidas a 25 quadros/seg. ao invés de 30/qps (frame rate).

Esta redução na cadência de mudança das imagens faz com que as mudanças sejam um pouco mais 'visíveis' do que no padrão NTSC - a imagem 'pisca' mais.

Há um único país onde este problema não ocorre, o Brasil, porque a corrente utilizada é de 60 ciclos/seg - e portanto as imagens são transmitidas com frequência de 30 quadros/seg.

Nos sistemas PAL de 50 ciclos, para compensar a perda na qualidade visual ao mostrar-se 25 quadros/seg a quantidade de linhas na tela foi ampliada: estes sistemas mostram 625 linhas ao invés das 525 do sistema NTSC - a imagem aparenta-se mais nítida e definida.

Há outros fatores também no sinal PAL que o tornam superior ao NTSC: maior contraste obtido nas imagens (a parte do sinal que controla esta característica é mais abrangente) e maior detalhe geral, por sobrar mais espaço de banda para a luminância uma vez que o sinal de cor ocupa menos espaço por utilizar frequência maior do que no NTSC.

O PAL-G (G é inicial Germany), sistema alemão, tem 625 linhas e o SECAM, 819 linhas.

Distribuição dos sistemas de cor PAL, NTSC e SECAM pelo mundo

NTSC (National Television System Committee) é o sistema de televisão analógico em uso actualmente nos Estados Unidos e em muitos outros países, incluindo a maioria das Américas (o Brasil é uma das excepções) e algumas partes do leste asiático.

Algumas pessoas interpretam a sigla jocosamente como significando Never twice the same color (Nunca a mesma cor duas vezes), questionando a qualidade e a estabilidade do sistema.

SECAM (Séquentiel Couleur avec Mémoire, francês para "cor sequencial com memoria") é um sistema de cor analógico usado pela primeira vez na França

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